A Morte da música eletrônica em Concórdia gera mudanças e reflexão. Pelos meus cálculos são aproximadamente 7 Dj's atuantes na capital do trabalho. Ou pelo menos eram.A nova onda é a música sertaneja, onde dois irmãos compram um violão cada um, cantam músicas de grandes nomes do gênero e vem até a nossa querida cidade roubar nossas noites.
Já vi a cidade toda agitada horas antes de um evento cujo repertório variava de "tunts tunts" à "tunts tunts".
Hoje um DJ não precisa de 15 minutos no palco pra ouvir a frase "toca funk".
Quero só deixar clara minha indignação em relação a essa questão. Não que a música sertaneja seja ruim, que o pagode não anime, que o funk não faça dançar... mas a música eletrônica não tem mais espaço aqui na cidade. Todo mundo acha que um DJ tem que tocar aquilo que eles querem ouvir. Chega a ser engraçado... Pq ninguém pede pra banda Brilha Som tocar Electrixx? Pq ninguém pede para os pagodeiros tocarem David Amo e Julio Navas? Pq ninguém pde pra dupla sertaneja tocar Player e Ramady? E pq é que todo mundo vai pedir pro Dj tocar a Dança do Quadrado, Paga Pau e Martinho da Vila? Tá na hora da galera concordiense ir para uma festa sabendo primeiro quem vai estar lá animando. 5% de chances de ser um DJ que toque música eletrônica, mas se tiver um assim, deixa ele fazer o trabalho dele. Se quiser ouvir Martinho da Vila, Brilha Som, Fernando e Sorocaba, você pode ligar uma das FMs de Concórdia a qualquer horário que te dou 95% de chances de tocar uma banda ou dupla dessas, mas aí é outra coisa errada na cultura concordiense que não cabe a mim tentar solucionar.
Para finalizar, vocês irão me ver muito por aí tocando funk, música sertaneja e de bandas... isso não é contradição, é necessidade devido à falta de festas correspondentes ao meu estilo e pertencentes a cultura de mais de 80% dos jovens em toda Santa Catarina.













